Homeland – S02E01 “The Smile”

O hiato entre a primeira e a segunda temporada de Homeland trouxe consigo o reconhecimento definitivo desta fantástica série. Desde o primeiro capítulo que a série me agarrou e daí a enorme ansiedade com que esperei pelo seu regresso. Já faz quase um mês que assisti ao episódio e para além dos problemas de saúde que têm afectado a regularidade das minhas reviews nos últimos tempos, escrever sobre Homeland  e oeste capítulo de retorno foi algo que fui adiando quase naturalmente. Quando a expectativa é demasiadamente elevada, normalmente tendemos a ficar um pouco desapontados!

Não me entendam mal, eu gostei do capítulo e tal… apenas esperava um pouco mais. Esta segunda temporada introduz-nos a toda uma nova dinâmica, a dúvida quanto ao carácter e intenções de Brody são agora claras…  a questão central neste início de temporada prende-se com Carrie: como estará a suelação a a saúde?; como é que ela poderá recuperar a sua vida?; que relação terá ela agora com Saul?; e, do que é que ela se recorda em relação a Bordy?

Tantas interrogações onde a única certeza, é que apenas um dos dois (Carrie ou Brody) poderão encontrar a sua rendição!

Claire Danes está soberba no papel de Carrie, ela é o pilar de toda a história e o sustentáculo da série. Chega a ser angustiante o quanto sofremos com a personagem. Os seus olhos quando está ansiosa são fulminantes… a empatia do público está toda com ela. Contudo, esta Carrie que nos é apresentada… em recuperação e como professora de inglês não condiz com a Carrie que todos conhecemos. Há pessoas que têm um dom e negar-lhes esse dom é o. Daí que tirar-lhes a vida. O seu trabalho com a CIA mexe com a sua saúde, mas ela só faz sentido nesse contexto. Daí que grande parte da minha ansiedade em relação a esta temporada seria em saber como é que ela poderia trilhar o seu caminho de volta a casa!

Esse retorno começa a desenhar-se com uma colaboração com a agência no restabelecimento de um contacto com uma informante que ela tinha recrutado há uns anos atrás. Convidada a ir a Beirut e encontrar-se pessoalmente com a informante é o seu caminho para a ruptura com o marasmo de segurança e rotinas que a sua recuperação impôs. Quando se vê obrigada a despistar uns homens que iam no seu encalço, ela volta a sentir-se viva de nova e, assim o nosso coração prepara-se para sofrer mais uma vez com ela!

Do outro lado da barricada está, agora, um Brody cada vez mais poderoso! Eleito para o congresso, acaba sendo convidado para a integrar a lista de possíveis candidatos a uma nomeação do partido republicano à vice-presidência. Brody parece ter o mundo a seus pés, uma vez que reconquistou a confiança de Abu Nazir, ao mesmo tempo que ele sente o gosto pelo poder que os seus crédulos compatriotas lhe põem na mão. Contudo, o jogo do poder acarreta cada vez maiores mentiras e cisões internas, próprias da ausência de qualquer bem maior porque lutar. Todo o fundamentalismo que talvez sentíssemos em Brody na primeira temporada, parece ter sido corrompido pelo poder que ele agora tem na mão. E a hipocrisia tende a ser eminentemente solitária e isso sente-se quando Jess descobre a verdade acerca da sua religião.

Brody no final da temporada anterior parecia imparável na sua demanda pelo poder, por via da manipulação. Este que nos é agora apresentado parece ser «leal» a dois amos… e como tal especialmente perigoso!

De Homeland nunca sabemos bem o que esperar… a não ser que aqui e ali nos vai surpreender. Venha daí a segunda temporada!

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