Made in Jersey – S01E02 “Cacti” [series finale]

Não sabia bem o que esperar do segundo episódio desta série… não gostei do primeiro, mas com um jeito aqui e outro ali ao nível do enredo podia ser que a coisa melhorasse. Quando li o título do segundo episódio – «cacto» – alimentei algumas esperanças que a tão esperada carga dramática chegasse finalmente.

 Apesar desta ser uma série de advogados, todos parecessem demasiado crédulos, afáveis e pouco competitivos perante o talento da promissora Martina Garretti. Não é só os casos que deveriam ser minimamente desafiantes, também as pressões em casa… os colegas competitivos ajudariam à criação de uma heroína mais empolgante. Ela rapidamente, ao primeiro episódio, conquistou a confiança do chefe, que em vez de a estimular… banca o papel de amigo?! WTF

Assim, o cacto a que o titulo do capítulo se referia é na verdade um mero cacto, não há nada de metafórico nesse tema… restando-nos assim um episódio enfadonho em que nem o caso foi grande coisa. Esta esta é a formula acabada de um falhanço, que se traduziu no cancelamento imediato da série ao final de apenas dois episódios.

O caso da semana é o de uma rapariga condenada há mais de uma década pelo homicídio do namorado. Hannah Atwood foi institucionalizada após o crime por ser considerada esquizofrénica. Após ter passado toda a adolescência a sofrer de problemas de ansiedade, um dia numa festa em sua casa, ela foi encontrada junto do corpo do namorado. Completamente confusa, acabou por admitir que tinha assassinado o namorado, sem contudo se recordar que o tinha feito. Após dez anos internada em estado catatónico, há pouco mais de um ano iniciou um tratamento com novos medicamentos que a fizeram ficar mais lúcida e recorrer à firma de Martina para a ajudarem a conseguir a sua liberdade.

A primeira estratégia que os advogados adoptam é solicitar a sua liberdade, uma vez que já esteve presa mais de uma década e os novos medicamentos parecem deixá-la lúcida, contudo esta estratégia não cola e Hannah não consegue a sua liberdade. Martina convence todos que o caminho seguinte é demonstrar a sua inocência e com isso conseguir não só a sua liberdade, mas também a possibilidade dela se voltar a aproximar da sua mãe (que se afastou após o crime).

Começam por entrevistar alguns dos convidados da festa e procuram a ajuda da sua mãe na reconstituição do dia do crime. Ainda assim, é quando mostram algumas fotos do dia da festa que as peças começam a fazer sentido, uma vez que ela entra em pânico quando vê a foto de um dos convidados que não era suposto estar na festa. Miraculosamente, Martina consegue perceber que o homem na foto deve ter abusado sexualmente dela quando ela era mais nova e que foi provavelmente ele que assassinou o seu namorado, uma vez que ele sabia do que ele tinha feito .

O pico emocional de toda a história é que o procurador contra qual Martina tem de ganhar a causa é o seu ex-namorado da faculdade, que pelo meio lhe oferece o tal cacto! A química entre ambos, é que foi parca ou mesmo nula… Por sua vez, quem também enfrenta o problema de falta de química é a sua irmã, que ao contrário do habitual encontrou um homem sério e bastante culto e educado. Apresentá-lo à família é a sua prova de fogo. Apesar dele ser gentil com todos, a família acha que a união de ambos é forçada e que ela deve procurar alguém que goste mesmo e não quem ela pensa que encaixa um perfil ideal.

E, assim, meio abruptamente termina a uma série cuja a ideia-base não era muito original, mas que com um melhor grupo de roteiristas podia ter conhecido um destino um pouco mais longo… pelo menos chegar ao final dos treze capítulos inicialmente encomendados!

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