Made in Jersey – S01E01 “Pilot”

A ideia por detrás de Made in Jersey é bastante simples e obedece a todas as regras básicas de um drama legal. A ideia que mais me agradou quando assisti à promoção da série foi a de uma rapariga simples e um pouco ingénua, mas bastante perspicaz ao usar o seu conhecimento do dia-a-dia para resolver os casos. A ideia de que na base de todos os casos está algo tão simples como um acessório pouco convencional para vestir uns jeans justinhos. Só que após assistir ao piloto da série, a Martina Garretti (interpretada por Janet Montgomery) que nos é apresentada é tudo isso e muito mais, é esperta e muito focada no trabalho e em cada caso que trabalha empenha-se a fundo ao ponto de buscar inputs em todas as interacções que estabelece. E isso acaba por ser irritante… quantas coisas peculiares pode ter um caso que podem ser resolvidas com um gel de pentear o cabelo ou outros truques que tal?! A minha esperança é que o drama se adense à medida que ela vai tendo sucesso dentro da firma…

No que diz respeito ao piloto propriamente dito, somos apresentados a uma Martina Garretti muito talentosa e trabalhadora ao mesmo tempo que procura não descurar a sua família, não fosse ela descendente de italianos. Apesar de ser bastante bonita ela sobressai entre todos no trabalho pela forma como se veste (profissional mas não muito sofisticada) e, acima de tudo no modo como se expressa. Contudo, o que a destaca é o modo como se dedica a cada a caso, mesmo quando é a terceira na mesa de defesa.

Após um brilharete na desconstrução de uma prova apresentada pela acusação num caso importante para a firma, Martina é convidada a trabalha na defesa de uma universitária (Ellie) que é acusada de ter assassinado um professor, com quem supostamente estava envolvida. Com a ajuda do detective da empresa (Riv Brody, interpretado por Felix Solis) Martina descobre que um outro professor na faculdade mentiu em relação ao seu paradeiro na noite do homicídio. Por sua vez, também descobre que ambos os professores tinham um conflito no que toca a uns artigos que foram publicados sem os devidos créditos à contribuição de um dos professores. Conseguem assim encontrar inconsistências na cronologia do crime e um motivo.

Contudo, é a família de Martina que involuntariamente a vai ajudando a desconstruir as provas da acusação, ao mesmo tempo que a ajudam a descobrir o verdadeiro local em que a vítima foi assassinada. No meio do processo, os advogados com quem Martina trabalha pensam em fazer um acordo com a acusação, porém Martina opõe-se à ideia e obtém o apoio de um dos donos da firma (Donovan Stark, interpretado por Kyle MacLachlan) que se identifica com o seu espírito destemido.

No final, a equipa incumbe Martina de fazer o interrogatório final que leva a que o outro professor cometa perjúrio e com isso abra a porta a uma investigação ao seu envolvimento, ao mesmo tempo que a defesa consegue que a acusação largue as acusações. Como disse no início, as reviravoltas e voltas que Martina teve que dar para desconstruir todos os factos é mais complexa que o próprio enredo da série. Assim sendo, este não foi um mau piloto… a série é digna de um segundo episódio, ainda que ainda tenha muito a crescer no que diz respeito ao desenvolvimento dos personagens e da trama principal!

(clique nas imagens para ampliar)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s