Elementary – S01E01 “Pilot”

Com maior ou menos grau de profundidade todos conhecemos Sherlock Holmes, uma personagem da literatura inglesa, criado por Arthur Conan Doyle. As aventuras originais ocorrem entre o final do século XIX e o início do século XX. Sherlock Holmes é conhecido por aplicar o método cientifico (baseado na observação minuciosa dos factos) nas suas investigações, desvendando misteriosos crimes. Nesta versão dos tempos modernos, somos apresentados a um Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) que abandona Londres para viver em Nova Iorque, onde colabora com a polícia local. Claro está que ele é acompanhado pela Dra. Joan Watson (Lucy Liu), uma ex-cirurgiã que agora trabalha como acompanhante/conselheira de ex-viciados em recuperação.

E é exactamente neste contexto que a Dra, Watson trava conhecimento com Sherlock Holmes e este trava conhecimento com a cidade. Holmes, um ex-consultor da Scotland Yard, muda-se para Nova Iorque para integrar um programa de reabilitação do seu vício com drogas. No dia em que deverá deixar a clínica ele foge das instalações e Joan vê-se  obrigada a começar o seu trabalho de forma abrupta. Ele foi contratada pelo pai de Holmes, aparentemente muito rico, para acompanhar o filho nas primeiras seis semanas após deixar a clínico, tendo como objectivo tornar a (re)adaptação à vida real o mais calma possível. Para tal, ela deverá acompanhá-lo 24 horas por dia e viver na mesma casa que ele. O que a Dra. Watson não conta é que este ‘paciente’ é perito em mind games e que rapidamente assume ou tenta assumir o controlo da relação de ambos.

Paralelamente, Holmes começa a colaborar com a polícia local como consultor. Quando trabalhava com a Scotland Yard, Holmes colaborou com o capitão da polícia nova-iorquina Tobias Gregson (interpretado por Aidan Quinn) que sabendo que ele está cidade o chama para colaborar com ele em Nova Iorque. Sherlock Holmes começa por colaborar na investigação de uma mulher dada como desaparecida. Quando chega ao local do crime ele desafia a Dra. Watson a acompanhá-lo neste seu trabalho… desafio que ela aceita e como vamo-nos apercebendo ao longo do capítulo ela vai gostando e desafiando a sua própria curiosidade.

Assim, no local do crime, Holmes nota que falta uma pequena caixa de jóias que o levam a concluir que devem estar a trabalhar, na verdade, com  um caso de homicídio. Com o poderoso poder de dedução de Holmes, rapidamente a polícia local confirma as suspeitas de Holmes, ao encontrar o corpo. Apesar de inicialmente a polícia suspeitar do marido da vítima, Holmes conclui que é pouco provável que tenha sido ele, uma vez que o seu porte físico não o permitiria cometer o crime. Ainda assim, prossegue as suas investigações e descobre que apesar da vítima ser muito bonita, há pouco tempo sujeitou-se a uma série de operações plásticas para alterar radicalmente o seu aspecto.

Seguindo a sua intuição, começa a investigar se não terão ocorrido antes crimes similares e com a ajuda de Watson conseguem identificar um suspeito. Contudo, quando chegam a sua casa dão com uma nova cena de crime, após o ‘suposto’ suicídio do suspeito. Com o caso aparentemente desvendado, Homes volta a centrar a sua atenção em pequenos detalhes que aos outros escapam… ou seja, num telemóvel desaparecido e no seu historial clínico devido aos medicamentos muito fortes que tomava. Ao ver que ele fazia terapia para ajudá-lo com os seus impulsos e que teve que mudar de médico, começa a montar uma teoria rebuscada na sua cabeça de que o marido possa estar envolvido no crime.

Arrastando, literalmente, Watson com ele… Holmes confronta o marido da vítima e diz-lhe que ele convenceu a mulher a alterara a sua aparência para que pudesse encaixar-se nas preferências do seu paciente assassino. Ao mesmo tempo, foi estimulando o encontro entre ambos e trocou-lhe a medicação. Enquanto, o suspeito achava que estava tomar tranquilizantes, estava na verdade a toar esteróides que alteraram o seu humor e o estimularam a voltar a atacar. O único objecto que poderia provar tudo, seria o telemóvel do suspeito que está desaparecido… Confiante do seu plano, o marido da vitima confessa o crime a Holmes, mas diz-lhe que ele não tem como o provar. Furioso, Holmes bate com o carro de Watson violentamente contra o automóvel do marido.

É, contudo,Watson que dá um contributo decisivo para resolver o caso, ao descobrir o telemóvel desaparecido. Com ele, Holmes é capaz de provar que o marido e o assassino se conheciam e que ele foi estimulando o contacto com a vítima.

Apesar deste sucesso, a relação entre Holmes e Watson não é nenhum sucesso… ambos passam a maior parte do episódio a jogar ‘um jogo de cão e gato’, tentando ver quem é mais perceptivo na desconstrução um do outro. Esse foi o que menos gostei do episódio, ainda que tenha servido para introduzir os personagens. Ainda assim, acompanhámos em primeira mão o nascer do fascínio de Watson pelo trabalho de Holmes… e assim por mais detestável que ele seja, por mais que ameasse deixar Holmes, sabemos que Watson invariavelmente irá acompanhar Holmes!

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