NYC 22 – S01E07 “Block Party”

Neste que foi mais um capítulo no bom registo que a série tem apresentado nos últimos episódios, tivemos três casos distintos que puseram à prova o modo como os novatos (que até dão ares de grande maturidade, sendo essa uma das idiossincrasias da série) usam os seus instintos e os valores sobre os quais estes assentam. Paralelamente, tudo isto acontece enquanto de um modo mais ou menos organizado as pessoas do bairro convivem entre si numa festa de bairro; num monumental engarrafamento que leva o dia todo a resolver; e, até numa desavença entre vizinhos.

Começo pelo caso que menos chamou a minha atenção, Lazarus e Sanchez durante a patrulha vêem-se envolvidos num engarrafamento provocado por um carro mal estacionado e outro meio avariado parado em segunda fila. O que parecia algo que se poderia resolver rapidamente, multando o carro mal estacionado e rebocando o da segunda fila vira uma confusão ainda maior quando, o reboque embate contra um carro da polícia e bloqueia o caminho. Pelo meio as pessoas começam a perder a paciência e o verniz estala, sendo que no final o carro de patrulha bloqueado transporta para a esquadra um troublemaker, o dono de uma carrinha cheia de droga e ainda um ladrão de carros, que não cheguei a perceber como é que ele foi ali parar. O resumo da situação, no final do dia e após terem resolvido o engarrafamento, é que não chegaram a multar o primeiro carro mal estacionado.:\

Já, Kahn e McLaren envolvem-se na busca de um violador. Um mulher após ter sido violada dirige-se à esquadra e é primeiramente atendida por Kahn… meio envergonhada conta o que se passou com ela e começa a enunciar algumas pistas que podem levar à identificação do suspeito. Como o crime ocorreu há muito pouco tempo, os polícias começam imediatamente as buscas pelas redondezas, às quais a mulher que foi violada se oferece para se juntar uma vez que ela melhor que ninguém poderá identificar o criminoso. Após uma primeira prosseguição infrutífera, Kahn e McLaren ficam encarregues de continuar a circular pelo bairro em busca de alguma pista e em especial de um relógio bastante caro que o violador usava. Contudo, Yoda avisa McLaren que considera que Kahn poderá não se empenhar tanto no caso como os outros devido à sua origem étnica e ao modo como culturalmente os muçulmanos costumam lidar com casos de violação. Kahn, quando descobre o qe Yoda disse, fica furioso e continua a mostrar-se empenhado em apanhar o violador, chegando mesmo a assumir a liderança do caso passando por cima de Yoda. No final, claro, que a detenção é sua!

Nos últimos momentos do episódio, Yoda procura Kahn para se retrara e caba por lhe confessar, que nunca trabalhou com um polícia muçulmano antes… na realidade, antes de conhecer Kahn nunca tinha tido contacto mais próximo com nenhum muçulmano. Afirma também que além da sua atitude xenófoba cometeu o pior erro que um instrutor pode cometer, que é achar que não tem nada a prender com os seus novatos. Ficou-lhe bem o pedido de desculpas no final!

Contudo, o caso semanal que mais apreciei foi aquele em que White House e Jackpot. Uma rapariga dirige-se a eles na rua e queixa-se do barulho que as obras na vizinhança fazem, ao mesmo tempo que deixa no ar a ideia de que a vizinha não tem licença para executar aquelas obras. Quando entram no prédio em obras para verificar a situação junto dessa vizinha, uns empregados da obras alertam para o facto de terem encontrado um corpo enterrado no quintal. Mais tarde os peritos afirmam que o cadáver deve ter uns cinquenta anos que ali está enterrado. No regresso à patrulha White House segue a pista de uma senhora de idade que vive em frente e que lhe diz saber de quem é o corpo que ali está enterrado. Ao que parece há cerca de cinquenta anos vivia ali um pianista que teve um romance com a sua melhor amiga ainda adolescente. Passado um tempo do início do romance, a amiga dela desapareceu sem deixar rasto há mais de cinquenta anos. Como os detectives parecem não ligar muito ao depoimento da velhinha, White House decide procurar por si o tal pianista que ali vivia. Por sorte ele ainda é vivo e quando eles o vão procurar ele está à espera deles, mas confessa outro crime… o de ter escondido no seu quintal um cofre cheio de dinheiro oriundo de um roubo a um banco, do qual ele não participou. Da rapariga desaparecida apenas admite que na altura foi um erro ter-se envolvido com uma miúda tão nova. A principio a velhinha fica muito triste por ele não ter confessado o crime e com isto voltar a não saber o que aconteceu à sua amiga. Mas, a observadora White House leva-a a casa da senhora que está a fazer obras e apresenta a velhinha à neta da sua amiga. Ambas partilham uma metade de um anel da amizade (sendo que a neta herdou essa metade da sua avó)… ao que parece a neta mudou-se para uma casa na mesma rua onde a sua avó vivera quando era nova e que após um desgosto amoroso na adolescência tinha fugido!

Ainda que meio improvável de acontecer na vida real, uma bela história de uma série que tem vindo a melhorar de episódio para episódio, ainda que as audiências tenham seguido uma direcção exactamente oposta.

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