Person of Interest – S02E01 “The Contingency”

O mundo das séries de tv apresenta-nos uma variedade estonteante de shows. Se existem séries para todos os gostos, também não é menos verdade que muitos alimentam um certo preconceito face a séries processuais. O típico caso semanal com menor enfoque no desenvolvimento emocional dos personagens afasta muitos desse tipo de shows. Eu, pelo contrário, estrei-me mais a sério no mundo das séries com shows como Law & Order, Ficheiros Secretos e mais recentemente CSI (já lá vão doze anos, mas mesmo assim podemos dizer que é recente).. Não digo que ao final de algumas temporadas o registo não canse mais facilmente que outros… mas resumir esses programas a meros casos semanais penso ser exagerado e não dar espaço ao desenvolvimento dos personagens. Bones  e Person of Interest são dois exemplos de séries processuais que fazem isto muito bem.

  Com toda esta conversa queria entrar na principal ideia que alimentou os meus pensamentos após assistir ao episódio. Finais e inícios de temporada são conhecidos pelos cliffhanger que geram… Person of Interest não foi diferente e no final da temporada passada assistimos ao desaparecimento de Finch e ao surgimento da sua arqui-rival Root. Era expectável que Reese partisse ao encalço de Finch com a ajuda da máquina e dos seus dois comparsas – Fusco e Carter. E isso foi exactamente o que aconteceu, só que quando se esperava um capítulo mais ‘sério’ em que Reese espancaria meio mundo para encontrar Finch (e isso, mais uma vez aconteceu) e que no final haveria um confronto épico (do ponto de vista intelectual, porque não vejo nenhum dos dois heróis da série a bater em mulheres) entre Reese, Finch e Root; a série presenteou-nos com um episódio acerca do plano de contingência de Finch em caso algo lhe acontecesse. E, Reese é esse plano de contingência de Finch, quer mesmo na sua ausência continua a dar-lhe números.

A este ponto apenas posso escrever, que a amizade e lealdade destes dois são assombrosas de assistir e que só é possível graças à fantástica química entre Jim Caviezel e Michael Emerson!

Ainda assim, elogiar estes dois sem referir quão inestimáveis são para a série Fusco e Carter parece-me injusto. A certo ponto no capítulo, Reese afirma que apenas tem um amigo na vida e Fusco amarrado e com sangue na cara dá a Reese um «olhar de piedade» e ele reformula e afirma que talvez tenha dois. Foi um, com certeza, um dos momentos altos do episódio.

Pá, acho que se nota que realmente gosto da série e que era capaz de escrever durante mais de uma hora esta review. Mas para poupar a todos uma grande massada, aviso que estou no comboio e que queria terminar este comentário até ao final da viagem e já não falta tanto assim!

Por isso mesmo, há que dar início a uma narrativa mais fiel deste capítulo que correspondeu a muitas expectativas, que abriu muitas outras e que foi ainda salpicado por uma dose humor/cinismo a la Reese. Afinal é fácil escrever muita coisa numa frase!

Assim, o novo número que a máquina dá a Reese (ainda que em código e para o qual este tem que usar mais que músculo para decifrá-lo) leva Reese até a presença de um contabilista asiático, que está no meio de uma grande confusão com um grupo de neo-nazis. A princípio Reese vai ao seu encontro a pensar que ele o poderá ajudar a encontrar Finch, contudo rapidamente se apercebe que esta é mais uma ‘person of interest’ (ou «sob suspeita» como lhe chamaram aqui em Portugal). A este ponto, ele compreende que ele é a contingência de Finch e decide ajudar o tonto contabilista, mas procura livrar-se dele da forma mais rápida possível e encarrega Fusco de tomar conta da sua segurança após fazer com que o contabilista seja preso. Contudo, Fusco acaba ferido e nas mãos dos extremistas, assim como o contabilista e obrigando Reese a agir. Só que desta vez, conta com a ajuda de um amigo novo – o ‘Bear’ que dantes se chamava ‘Butcher’ – ou seja, um cão com treinamento militar e que, inacreditavelmente, apenas compreende ordens em holandês. Que sorte que Reese fala e adopta o cão. Uma cena inacreditável, na qual todos aprendemos como se diz ‘quieto’ e ‘senta’ em holandês.

Paralelemente, Carter continua a busca por Finch seguindo a investigação acerca da morte de Alicia Corwin (uma das poucas pessoas que sabia da existência da máquina). O que Carter e Reese não contam é que entretanto aqueles que detêm a máquina actualmente, em alerta devido à morte desta, contratam «uma parede» com o mesmo treinamento que Reese para fazer desaparecer a investigação da polícia e partir no encalço de Reese. Acho que está encontrado um dos seus primeiros arqui-rivais da temporada. Contudo, a investigação não é de todo infrutífera porque conduz-lhos a um armazém onde encontram mais uma vítima de Root… o homem que lhe vendeu documentos falsos, como a viu, teve que morrer. Com isto apercebem-se definitivamente quão perigosa e impiedosa é Root.

A partir deste momento e no meio de uma perseguição dos neonazis, Reese apela à máquina que contrarie aquilo para que foi programada para o poder ajudar a encontrar o seu amigo. Na verdade, ao longo do episódio fomos assistindo a falshes do passado, em que ficamos com a ideia reforçada que a máquina é mais do que um computador que reúne uma quantidade assombrosa de informação… há uma certa introdução a dinâmicas de inteligência artificial mais avançada, que tornam a máquina em algo tão perfeito que atrai e fascina alguém como Root e, na verdade, todos nós.

Em resposta ao apelo de Reese, a máquina volta-lhe a dar um novo código que o conduz a uma notícia de jornal acerca do desaparecimento, há muitos anos, de uma jovem de catorze anos no Texas. E é para aí que Carter e Reese partirão no próximo capítulo… no encalço do ainda desaparecido Finch!

A viagem está terminar e como prometido, também esta review…

(clique nas imagens para ampliar)

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