Grey’s Anatomy – S09E01 “Going Going Gone”

Recomeçar a assistir Grey’s Anatomy foi, na realidade, mais difícil do que tinha pensado. A perda de Lexie foi profundamente triste, especialmente devido ao modo como a apresentaram. Contudo, a personagem de Lexie tinha vindo a perder mais que protagonismo, um certo rumo no meio da narrativa… daí se compreender a decisão conjunta da actriz e da criadora acerca da sua partida. Contudo, o mesmo não se passou com Sloan… o personagem cresceu imenso na série, ao ponto de ser aquele que maior protagonismo conheceu na temporada passada. A sua saída, talvez por ser ainda muito fresca, soa terrivelmente mal… daí ter começado esta review por uma foto de Sloan e do seu sorriso, que não é um screenshot do episódio, mas que é um shot do melhor que a série já teve!

Agora não há mesmo escapatória a começar esta review pela triste morte de Sloan… ainda que me parece que todo o elenco está meio morto por dentro após a tragédia no avião. Apenas no próximo capitulo teremos oportunidade de saber direito o que aconteceu na mata, neste episódio entramos em Seattle Grace após vários meses da tragédia, onde mal ou bem todos continuam a respirar e a tentar tocar a vida para a frente. Isto apesar de ser o dia em que deverão desligar as máquinas que suportam a vida de Sloan artificialmente. Segundo o seu testamento vital, se ao final de x tempo sem sinais de actividade cerebral, ele desejava que o deixassem partir. Se foi para junto de Lexie ou não, sinceramente não sei… mas, todos tiveram que reviver a tragédia uma vez mais, em especial Torres, Sheperd e Avery. Como já disse, foi um momento que doeu a todos, espectadores inclusive.😦

Paradoxalmente, o ciclo da vida renova-se constantemente independentemente dos dramas pessoais e somos, deste modo, apresentados aos novos internos. A britânica Camilla Luddington, no papel de Dr. Wilson mostra-se como a interna mais promissora, assim como aquela que mais dificuldades tem em lidar o  ‘novo’ perfil de Grey – a nova Nazi… ou melhor, a MEdusa! Ela é a escolhida para fazer a sua primeira cirurgia – a famosa apendicectomia que O’Malley (007) falhou. A principio tudo corre bem, contudo a meio da operação ela bloqueia e Grey assume o controlo. Mais para o final do capitulo Wilson está a chorar no corredor e Hunt tenta ajudá-la a ultrapassar, mas rapidamente ficamos a perceber que o que mais afecta a rapariga é o tratamento frio que Grey lhe dispensa. Assim, tal como Weber fez com os internos originais, ele avisa-a que é isso que poderá fazer uma melhor cirurgião e que Grey está a fazer o que lhe compete, ensiná-la.

Já, por sua vez, Bailey, a ex-temível Nazi, tem agora uma nova alcunha… ‘Booty Call Bailey’. Atentos como ninguém, os novos internos reparam que ela fica toda animada e mais soft quando Ben visita Seattle. E ela fica, de facto, animada… ainda que seja imperdível a sua cara quando Karev lhe conta qual a sua nova alcunha. Parece-me que a Nazi está prestes a renascer e pronta estará para fazer jus à alcunha e repor a normalidade. Expectável era também a decisão de se manter em Seattle de Karev. Apesar de ter passado todo o episódio a ‘despedir-se’ das suas amigas coloridas no hospital, quando vê que o programa que construiu com Arizona ser posto em causa pelo novo atendente de pediatria… lá decide ficar e ultrapassar o sentimento de que ele também deveria ter ficado envolvido no acidente de avião e assim compreender melhor o que os outros estão a passar.

Quem, na verdade, está a passar por uma situação impossível é Callie… num instante não só perde o seu melhor amigo e pai da sua filha… como na parte final do episódio descobrimos que Arizona não morreu, mas que se encontra em casa com a perna amputada e que culpa Torres pelo sucedido. Assim, ainda que doutro modo, Callie também perdeu a esposa no acidente. Já Derek, tem que lidar com a perda do seu amigo, assim como com a possibilidade de poder nunca mais operar na vida. Já, Cristina e Meredith tentam seguir em frente, ainda que ambas evitem enfrentar o medo de voltar a andar de avião e com isso separar a imensa barreira espacial que se ergueu entre ambas, agora que Cristina se mudou para o Minnesota. No seu novo hospital Cristina tem que se confrontar com uma cultura organizativa muito diferente daquilo que está habituada, onde não existem estrelas e todos trabalham e respeitam o trabalho de grupo. Na parte final do episódio, Cristina recebe uma espécie de aviso e ultimato no qual ela deverá ter que adaptar-se à nova realidade. Penso que esta será a dexia para o seu regresso a Seattle!

Por fim, quem também está de regresso a Seattle é Kepner. Hunt viaja até à sua cidade-natal e pede-lhe que regresse, ao mesmo tempo que se desculpa por não a ter apoiado quando ela falhou no exame e por tê-la despedido. será engraçado ver qual o papel que ela irá desempenhar numa equipa em que todos os seus colegas, irão vestir de azul escuro. Ai, como eles cresceram e como eles sofrem…

(clique nas imagens para ampliar)

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