Girls – S01E06 “The Return”

Nos primeiros episódios, o facto de quase toda a acção se centrar em Hannah enervava-me e era um dos aspectos que menos gostava na série… Que dizer então de um episódio completamente estruturado a partir da viagem de Hannah a casa dos pais?! Surpreendentemente, um excelente episódio!

Penso que esta minha opinião é fruto da ligação emocional que gradualmente fomos estabelecendo com a série… a Hannah já não é apenas uma miúda «meio fora», ela representa uma geração que de tão desorientada que está, nem apelidá-la se afigura uma tarefa fácil. Com vinte e seis anos, consigo relacionar-me com Hannah e as outras miúdas em alguns aspectos. Até porque os seus pais, como quaisquer pais no mundo, são meio extraterrestres!

Neste «regresso» de Hannah a casa a propósito do 30.º aniversário de casamento dos seus pais, esta tem como missão primordial pedir aos seus pais dinheiro para a renda… Contudo, contar-lhes que perdeu o seu emprego e que precisa da sua ajuda não se mostra assim tão fácil quanto parece. Quando, no primeiro episódio, acompanhámos o jantar de Hannah e dos pais em Nova Iorque, no qual estes friamente lhe anunciaram que iam deixar de a ajudar economicamente, achei-os, sinceramente, excessivamente despreocupados com o que se iria passar com a filha. Deste modo, este episódio apresentou uma espécie de tréguas entre Hannah e os seus pais e destes com o telespectador!

No fundo não é assim tão condenável que os pais de Hannah considerem que ela tem que crescer… até porque apoiá-la incondicionalmente não é, na maior parte das vezes, o caminho mais rápido para ela concretizar os seus sonhos!

O retorno ao Michigan não promove só a conciliação de Hannah com os pais; o reencontro com os seus amigos do secundário lava Hannah a repensar todos os desafios que tem que enfrentar em Nova Iorque e a vida, aparentemente, fácil que os seus antigos colegas levam. Pelo meio, envolve-se com um antigo colega, agora farmacêutico, que traduz de uma forma clara o dilema de Hannah: a vida até poderia ser mais fácil no Michigan, mas nunca a poderia realizar… apenas satisfazer por alguns dias.

Assim, nesse mesmo sentido Hannah recusa a ajuda económica dos pais, quando estes a oferecem e quando Adam liga à noite… percebemos claramente que Hannah pertence a Nova Iorque e que apesar de meio [completo] pervertido, Adam gosta mais de Hannah do que afirma,

So lovely!

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