Criminal Minds – S07E23 & 24 “Hit/Run”

Já iniciei algumas reviews de Criminal Minds por avisar que o episódio da semana pouco me tinha entusiasmado a escrever a review. Neste season finale este bem poderia ser o caso, contudo todos os artigos no blog têm estado um pouco atrasados dada a minha dificuldade em gerir o tempo nas últimas duas semanas! Ainda assim, este season finale não ficou abaixo das expectativas já de si baixíssimas… toda a temporada de Criminal Minds esteve uns furos abaixo do esperado…

Se no início da série eram os casos da semana que assumiam total protagonismo, a partir da quarta/quinta temporada os roteiristas de Criminal Minds assumiram um maior ênfase na vida pessoal dos personagens. Penso que esse foi um salto necessário quando a série assumiu um cariz de longa duração. É, em certa medida, um engajamento dos espectadores com os personagens que leva à fidelização destes à série, mesmo quando os episódios são menos conseguidos. Por isso mesmo, não consigo compreender a falta de equilíbrio na escolha do protagonismo dos diferentes personagens. Se a quinta temporada foi de Hotch, a sexta de Prentiss e a sétima de repartiu-se entre JJ, Derek e Rossi… não se consegue perceber o completo apagamento de Reid. Na maior parte das vezes apenas ouvimos Reid a desvendar um qualquer perfil geográfico ou atirar para o ar uma data de estatísticas e probabilidades de um qualquer evento. A personagem e o actor  mereciam mais e a série sairia, com certeza, a ganhar!

Mas o que escrever deste season finale com direito a episódio duplo?!

Um assalto de banco que não resulta… mas que afinal a ideia era não resultar, porque estamos perante um bando de assaltantes que na verdade repartem a sua acção entre o assassinato a sangue frio e o terrorismo doméstico. Confuso?! Também eu… tenho que dizer que a maior parte desta hora e vinte minutos de final foi uma autêntica tortura… até porque no final a chave para desvendar esta embrulhada passava, acima de tudo, por descobrir que ambos os suspeitos partilhavam os traumas de guerra e que se apaixonaram de uma forma doentia um pelo outro!

Penso que no caso deste season finale, o caso da semana foi escrito meio para preencher os requisitos que os autores necessitavam para a evolução emocional das personagens. No início do episódio assistimos à dificuldade de Penolope em enfrentar o ex-namorado após ela ter recusado o pedido de casamento. Por sua vez, a Penelope e o Reid encontram Rossi à saída de um hotel… sendo que passado um pouco vêem Strauss a sair do mesmo hotel, fincado no ar a ideia de que Rossi e Strauss estão envolvidos. Paralelamente, Hotch e a nova namorada estão cada vez mais próximos com a conivência de Jack, enquanto que Derek acompanha a Prentiss à sua nova casa, sendo que ela se sente profundamente desconfortável com a ideia de assentar num sítio!

Contudo, o casal da semana é mesmo JJ e William LaMontagne. Este é o primeiro polícia a chegar à cena do assalto, acabando por atirar num dos bandidos. No meio do circo em que se tornou o assalto, William acaba por aceder ao pedido dos assaltantes e entrega-se em troca de reféns, sendo quase imediatamente baleado… ainda que não fatalmente. Noutro twist, os bandidos fazem-no refém de modo a terem acesso a uma estação de comboios na cidade, cujo edifício planeiam explodir. Depois de salvo por Prentiss, William pede JJ em casamento, a pedido desta que finalmente se sente preparada para o passo seguinte… isto apesar de já viverem juntos e terem um filho em comum.Tudo isto suporta a minha ideia de que todo o enredo foi (mal) construído para enquadrar estes desenvolvimentos… se no final eles precisavam apenas de um polícia que lhes desse acesso à estação porque encenar todo o assalto? E porque uma ladra e assassina com cv internacional precisaria de andar a ensaiar uma data de assaltos a bancos com um bando de amadores, que eles acabaram por matar?! Pode ser que existam mentes mais iluminadas que tenham percebido a ideia… essa passou por mim a mil à hora!

  No casamento de JJ, organizado por Rossi em apenas 24h, assistimos à despedida definitiva da personagem de Prentiss. Durante toda a acção do assalto, ela foi chamada pelo seu antigo patrão na INTERPOL para chefiar o escritório da agência em Londres. Esta proposta aparece no momento ideal para Prentiss que estava apavorada com a ideia de assentar numa cidade e criar raízes. Voltar ao seu antigo emprego foi uma saída digna para a personagem, que na sexta temporada tinha sido dada como morte. Aquando a sua primeira saída da série, Paget Brewster tinha procurado o protagonismo noutro projecto. Contudo, a aventura não foi bem sucedida e como tal a produtora de Criminal Minds tinha exigido que ela voltasse para a série e cumprisse o seu contrato. A actriz voltou, mas contrafeita… daí esta saída era mais do que esperada. Com a partida de Prentiss senti o mesmo incómodo que foi notório aquando da primeira partida de JJ (que mais tarde também retornou à série)… é notório para o espectador o mau ambiente entre actores e entre estes e a produção. Provavelmente, será esse o motivo pelo qual a série tem vindo a perder uma certa coerência, ainda que ao nível das audiências mantenha um excelente registo na casa dos 12 milhões semanais nos EUA… daí voltar para uma oitava temporada!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s