Person of Interest – S01E23 “Firewall”

A imagem que escolhi para ilustrar este post não é tirada do season finale, mas umas das primeiras fotos promocionais da série.  Ao fim de vinte e três episódios a série assumiu um cariz um pouco diferente daquele que estava previsto… as próprias personagens foram reescrevendo o seu papel (veja-se o caso de Fusco!). De uma simples série processual não podemos esperar grande envolvimento emocional dos personagens… o que é suposto acompanharmos é o caso da semana. Contudo, para manter um nível de audiência constante e com potencial de crescimento, o espectador tem que se sentir ligado emocionalmente. Esta dicotomia leva a que muitos recusem à partida séries procedurais/processuais. Person of Interest quase cometia esse erro tradicional de muitas séries da CBS, porém ao décimo episódio foi começando a alterar um pouco o seu registo. E com essas alterações a série passou de ser uma série bem pensada e construída, para um nível acima… mesmo se na aproximação deste season finale os autores tenham exagerado nos flashbacks e no adensar dramático da série, o certo é que este último episódio da temporada só pode ser qualificado como imperdível. No fundo, tal como a própria série…

Por onde começar a descreverFirewall?!

  O último número que a máquina lança é o de uma psicóloga – Caroline Tuing -, que atende na sua maioria pacientes com bastante poder, mas que exigem elevada descrição.  Reese fica a saber por Fusco, que finalmente conhece os lideres de HR, que alguém contratou os serviços da organização de polícias corruptos para assassinar a sua psicóloga. Para se aproximar dela, Reese faz-se passar por um paciente, sendo que ela rapidamente afere que Reese tem treinamento militar e que sofre, muito provavelmente, de paranóia. Todo o diálogo entre ambos é extremamente bem construído e as suas deixas, uma vez mais, a não perder!

Na tentativa de proteger a psicóloga, Reese acaba por confrontar os homens de HR numa zona extremamente vigiada da cidade, levando a que o FBI (que por esta altura reforçou altamente a equipa de procura por Reese) possa localizá-lo. Reese leva a psicóloga para um hotel, que acaba cercado pela equipa de HR e do FBI. Encurralados,  Reese e Caroline, acabam por depender da ajuda de Finch, Carter e Fusco para poder sair do hotel. Claro que entretanto, também recorreu à ajuda de Zoe! A química entre ambos é óptima e nada como no final juntar a dream team. Quem viu o episódio poderá julgar estas minhas palavras, mas neste contexto, quem disse que karma não existe. Quando se salvam uns aqui e outros ali, haverá sempre alguém disposto a pertencer à equipa. E Zoe é uma fantástica adição, que lê Reese de uma forma única ao ponto de lhe dizer que duvida que «exista alguma mulher por aí capaz de o concertar». Ainda assim a sua profissão é exactamente essa, a de concertar coisas!

Just love the couple!

Por falar em equipa e em arrufos de namorados por assim dizer, Carter suspeita que Fusco está a dar indicações da localização de Reese a HR e confronta-o. No meio da conversa ambos descobrem que estão a colaborar com Reese e o seu amigo que «fala como um professor» (Finch). Apesar de ambos se sentirem usados, acabam por ajudar Reese a escapar. Porém, entretanto Reese confia a guarda da psicóloga a Finch, tratando entretanto de escapar da confusão instalada em torno do hotel. Este facto é importante, uma vez que também Alicia converge para o carro onde se encontra Finch, confrontando-o e exigindo-lhe que ele desligue a máquina que ela chama como «Deus». Pensei nesta comparação durante algum tempo e apesar de um pouco extremado, a máquina não se parece com Deus por «vigiar todos, em todos os sítios e o tempo todo», mas porque joga com o destino de todos… mais do que considerar uns relevantes ou irrelevantes, os critérios definidos para essa selecção é que a fazem assemelhar-se a Deus. Com todo este diálogo muito pouco é de facto revelando, a não ser a ideia latente de que o amigo de Finch ter-se-á provavelmente suicidado.

Ainda assim, o confronto entre ambos termina rápido com Caroline a assassinar Alicia. Aí, tal como aconteceu com Elias, percebemos que Reese e Finch salvaram alguém que não era inocente, só que neste caso, alguém que conhece o modo como ambos operam e que se simulasse uma conspiração contra si, eles viriam em seu auxílio!

Caroline apresenta-se como «Root» e assim, Finch compreende que foi ela que contratou HR e criou toda a história para que pudesse ter acesso a Finch. Ela sabe que ele é o único que lhe pode dar acesso à máquina! Por sua vez, Carter e Fusco aproveitam a onda de estarem a trabalhar para o mesmo lado e anonimamente denunciam todos os membros de HR.

Paralelamente, Reese descobre que Finch desapareceu e decide confrontar a maquina. Ao aproximar-se de uma câmara de vigilância, ele olha-a directamente durante alguns minutos e informa-a que ela o terá que a ajudar a encontrar Finch, uma vez que é por causa dela que ele desapareceu. Passados alguns instantes, o telefone numa cabina toca e Reese atende o telefone…

 … o que acontece de seguida, o desenrolar dos múltiplos enredos que foram sendo abertos ou seguidos, esses acontecimentos aguardam-nos na segunda temporada desta série IMPERDÍVEL!

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