Criminal Minds – S07E22 “Profiling 101”

 

Criminal Minds é um pouco como CSI… ao final de algum tempo acabamos por incorporar algum vocabulário da série no nosso dia-a-dia. Quem realmente sabia o que era a ciência forense e como funcionava antes de CSI? E, antes de Criminal Minds, quem realmente pensava que o estudo pormenorizado da vítima pode indicar pistas importantes para se encontrar um assassino? Já para não falar do léxico como vitimologia, suspeito desconhecido (unsub), padrão comportamental ou de deslocação… Pronto, alguns poderiam saber… mas o grande público não o sabia e aí penso que reside o sucesso de ambas as séries de longa duração (Criminal Minds  prepara-se para a sua oitava temporada) eventualmente poderá estar aqui ancorado, numa espécie de entretenimento pedagógico.

  O grande desafio que se coloca a uma série de longa duração estende-se para além da urgência de se ir reinventando ao mesmo tempo que se mantém a formula. Os casos semanais precisam de manter um padrão qualitativo médio e ao final de quase duas centenas de episódios, mesmo assim não podem ser repetitivos. A tarefa em mãos para os criadores é imensa e já algumas vezes tenho apontado que as últimas duas temporadas de Criminal Minds têm ficado abaixo da expectativa. Tudo bem que existem alguns passos básicos do exercício de traçar o perfil que o espectador já incorporou e que pareceria repetitivo estar sempre a focar nesses passos básicos, mas é preciso ter cuidado com o momento em que começamos a saltar os básicos e deixamos de contar uma história com nexo. Esse tem sido o problema de Criminal Minds na minha opinião, mas que Profiling 101 (qualquer coisa como«Traçar Perfis para Tótós») recuperou… o episódio não foi fantástico, mas recuperou um pouco a essência da série!

Neste episódio, que foi mais uma palestra, recupera-se o primeiro caso que Rossi e Hotch trabalharam juntos e que acompanha a próprio história do BAU. Em Seattle, estado de Washington, há vinte anos apareceram os corpos de duas raparigas jovens que não fosse o facto de ambas terem sido assassinadas e o seu útero retirado, nada mais tinham em comum. Uma era uma vítima de baixo risco (tinha fugido de casa há uns anos e era prostituta), e outra considerada de alto risco (universitária, com boas notas e bem integrada socialmente). Quando os meios de comunicação começaram a dar muito protagonismo ao caso, o assassino desapareceu.

Passado alguns anos, o corpo de mais duas raparigas voltaram a ser encontrados, desta feita noutro estado mais a sul. O padrão social e a mutilação dos corpos repetia-se. Contudo, com o passar dos anos as técnicas e recursos disponíveis para estudar o comportamento dos assassinos foram aumentando… e, no ano de 2009, o assassino volta a atacar em Seattle, exactamente no mesmo local da sua primeira vitima. A importância da cidade, do local do crime em si e o porquê de ter regressado às origens são os factores que conduzem a equipa de BAU ao assassino, que ao longo do tempo já havia assassinado algumas centenas de vítimas sempre seguindo o mesmo padrão.

A narrativa de vida do assassino ajuda-nos a compreender o seu modus operandi, contudo a norma mantém-se nunca compreendemos o porquê de virar um assassino sádico. A mãe morreu quando ainda era muito pequeno e foi criado pela avó que o maltratava de forma muito cruel…. dizendo-lhe que ele tinha nascido de um útero amaldiçoado. Já o regresso a Seattle prende-se com a doença da avó, sendo que o local preferido do ataque relaciona-se com o sítio onde a mãe foi violada e ficou grávida dele. Lá está uma vida lixada (fucked up) que criou um monstro… que mata, mas que suga lentamente a vida dos outros.

Quando a avó finalmente morre, o assassino chama Rossi e diz-lhe que está disposto a revelar o nome e localização de todas as sua vítimas, mas que para tal tem algumas regras! Uma vez por ano, numa data escolhida por ele, o Rossi e e apenas o Rossi deverá encontrar-se com ele e ele dará um nome e uma localização… sendo que no total ele afirma ter cento e um nomes. laro que a data que ele escolhe é o aniversário de Rossi, que ele todos os anos tem tanto gozo em arruinar. Este é um dos casos da carreira de Rossi, que irá assombrá-lo para o resto da vida!

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