Veep – S01E02 “Frozen Yoghurt”

Que dizer de uma série quando passados seis minutos estamos a olhar para o relógio a ver se ainda falta muito para terminar? Não gostei da série no primeiro episódio e este também não ajudou…

Nesse sentido, não sei até que ponto é justo continuar a fazer reviews da série, quando jamais poderei descrever justamente aquilo que se vai passando. Mesmo que faça uma mera descrição dos factos, ela nunca será a mais positiva.

A série assenta muito na velha ideia de que na política não importa o que se é, mas o que parece. Da mesma forma, que o jogo do poder não é mais do que um exercício de conciliação precária de interesses. Todas estas verdades sobre as tácticas políticas são mais antigas que a Republica de Platão! Pronto, pode dizer-se que todas as séries, especialmente as processuais, que assentam mais ou menos todas na mesma formula largamente gasta. Mas os mesmos ingredientes podem resultar em pratos diferentes, ou mesmo a mesma receita feita por pessoas diferentes sai diferente e temos o direito de gostar.

À parte da tentativa de controlo das pedras do jogo político na busca por apoio para a sua acção acerca dos postos de trabalhos mais amigos do ambiente, o ponto alto do episódio dá-se quando a veep é chamada à Casa Branca com urgência porque o presidente está a sentir-se mal e momentaneamente ela passa a ser a mulher mais importante do planeta. E não é que fora as tarefas de  lambe-bota quotidiana, a veep até é boa a lidar com o inesperado e a assumir o comando. Devia tentar fazer isso mais vezes e não entregar todas as decisões à sua equipa de perdedores… ainda que, pronto, ela própria seja um pouco assim e esse seja o único ponto de interesse na série. Óptimo momento quando a veep olha para trás, com o olhar de quem tirou uma casquinha e gostou no momento da partida!

Acabada a indisposição do presidente, a veep regressa às suas funções tradicionais e visita uma gelataria tradicional na cidade. Se o objectivo era ficar bem na fotografia, não haviam lá muitos fotógrafos… mas, como há males que até vêm para bem, ainda bem que não havia muita imprensa, porque a veep acaba por «borrar» (literalmente) a pintura à custa de um vírus estomacal com que teve contacto antes.

Pronto, Veep é isto mesmo… um argumento bem simples e um pouco gasto. Particularmente não gosto muito e esta foi provavelmente a última vez que escrevo sobre a série. Contudo, apenas decidirei se continuarei a acompanhar a série quando ficar disponível o próximo capitulo e aí sim, avaliarei se ainda há uma réstia de esperança nesta aventura de Julia Louis-Dreyfus.

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