NYC 22 – S01E02 “Firebomb”

  Se escapar à comparação com Rookie Blue é muito dificil a NYC22, verdade seja dita, ao segundo episódio conseguimos aliar um pouco de emoção ao que estamos a assistir. E esse é o verdadeiro objectivo de todas as histórias… é daí que vêm as audiências. De certa forma, ainda meio aos trambolhões, aceitamos que não existe nenhuma Andy McNally, com a sua personalidade carismática… todos se equiparam, ainda que isso implique sacrificar o guião.

  Na verdade, num comentário a esta série, não há ponta por onde se pegue, na qual não se encontrem falhas. Mas, de alguma forma, este segundo episódio resultou melhor que o primeiro!

Se para escrever esta review ainda preciso de abrir a página do IMDB para saber o nome das personagens, nalguns casos vamos já desconstruindo as intenções. E, este é um grupo de rookies com um espírito nobre e dispostos a trabalhar 24 horas por dia! Não… na realidade, neste segundo episódio acompanhamos o primeiro turno nocturno dos novos policias. Além da novidade no horário, dois dos pares são misturados para que possam aprender com diferentes colegas e não se ganhem hábitos e rotinas desde logo.

Naquela que parece ser uma noite calma Lazarus e Tonya assistem à venda de drogas leves numa casa no seu território de patrulha, contudo quando verificam com os seus supervisores o que fazer, eles dizem que conhecem as pessoas que vendem e que têm uma espécie de parceria com eles…. ou seja, enquanto aqueles vende drogas leves, impedem que as gangs tomem conta do bairro. Mais tarde, o par assiste à explosão da casa e Tonya primeiramente revolta-se contra o facto da polícia não fazer nada contra aqueles traficantes do bairro… mas, mais à frente na noite e com a luta que se instala imediatamente pelo território, começa a compreender melhor o porquê da policia fazer «vista grossa» ao tráfico de drogas! O Lazarus é um bom companheiro para a Tonya, que às vezes parece tão revolta que pensa de uma forma  unidimensional e impetuosa.

Já Jackpot e Ahmad têm a «prestigiosa» missão de mostrar a realidade das ruas a um rapper, que quer virar actor. O músico conhece Jackpot desde pequeno e sempre alinhou numa espécie de disputa com este a ver quem era o mais bem sucedido. Daí o entusiasmo de Jackpot ser bastante reduzido nesta tarefa de escoltar o músico. Claro que se vão metendo em algumas confusões, ainda para mais quando o rapper se faz acompanhar pelo seu agente – um cromo cheio de brinquedos caros mesmo a pedir para ser roubado. E nesta storyline uma pequena crítica… não arranjam para Jackpot outra história que não passe por reencontrar amigos do tempo em que ele andava nas ruas?!

Por fim, temos a dupla McLaren e Perry, que acompanham de perto o dilema de T-Rex e da sua irmã. O miúdo sente uma grande pressão do grupo para se iniciar nas actividades da gang. Se ele apenas quer pertencer desesperadamente a um grupo, vê-se obrigado a fazer actividades ilícitas para poder pertencer. Quem sente que o tem que proteger é McLaren, até porque se sente atraído pela irmã do miúdo. Ainda assim, vê-se obrigado a resolver o dilema de decidir o porquê de ajudar a criança… decide fazê-lo pela criança e com isso mete-se num mal-entendido que deixa a irmã do rapaz muito chateada com ele. O McLaren tem conseguido, apesar deste ter sido apenas o segundo episódio, fazer crescer a sua personagem, ao contrário de Perry, que ainda nada mostrou.

Bom segundo episódio comparativamente com o terceiro!

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