The Good Wife – S03E20 “Pants on fire”

Em português do Brasil a melhor expressão para descrever este episódio seria “e o circo pegou fogo», né?!
Como tem sido apanágio de The Good Wife a aproximação do final da temporada traz consigo um crescente dramático que raramente desilude. E, depois de uma temporada, na minha opinião menos conseguida que as anteriores, lá somos atirados para o meio de uma intriga sem fim que se iniciou com a análise do painel acerca da actuação da polícia num tiroteio, do qual resultou a morte de um negro. Paralelamente, inicia-se uma «guerra» aberta a Jackie, por causa da compra da casa de família.

E, é com o confronto entre Alicia e Jackie que a acção começa. Alicia procura ganhar alguma vantagem na discussão com Jackie ao aplicar-lhe um exercício de psicologia revertida, ou seja, ao descodificar os motivos pelos quais ela pode ter algum interesse na casa. Chegando à conclusão de que esta pretende reunir a sua família (o Peter e as crianças) na casa, onde ela (Jackie) assume o papel de Alicia. E, assim, começa a guerra entre ambas… com Alicia a investigar de onde Jackie tirou o dinheiro para dar entrada na casa e, Jackie a usar a sua idade e saúde frágil (passa mal e é hospitalizada) como vantagem na discussão. Até porque, entretanto, Alicia envolveu Peter na confrontação, e este tomou a defesa de Alicia face a Jackie.

Sempre achei a Jackie meio chata e controladora, mas nunca a tinha perspectivado como uma real arque-rival de Alicia. Também até esta controvérsia em torno da compra da casa, Jackie jamais tinha partido para o ataque (sempre tinha sido pega no contragolpe); acabava sempre surpreendida pela decisão e acção imediata de Alicia face aos problemas. Mas, nada como uma luta de mulheres amantes de Maquiavel!!!

No que diz respeito ao caso da semana, somos apresentados a uma associação de três advogados que defendem três condenadas por assassinato. Contudo, passado cinco anos do crime, descobre-se que as provas de ADN foram adulteradas e por isso não podem ser tidas em conta. O tribunal ordena, assim, a revogação da sentença anterior, para de seguida ordenar a prisão preventiva das três arguidas até novo julgamento. De seguida, é a própria procuradoria que propõe um acordo (Alfred Plea) à equipa de defesa: em troca de assinarem uma declaração de como são culpadas, poderão ser libertadas imediatamente. No fundo, a procuradoria procura evitar serem processados civilmente pelo erro no laboratório, caso o novo julgamento termine com a absolvição das arguidas. Como acontece em quase todos os acordos, todas as três têm que assiná-lo para ele ser válido.

Como não existe acordo no que diz respeito a aceitarem o acordo, Diane e Alicia decidem pedir a Kalinda que investigue melhor o caso. Kalinda descobre que apenas uma das rés é culpada, o que invalida qualquer acção que possam tomar, uma vez que tal como Kalinda chegou ao motivo do crime, também a procuradoria empenhada no novo julgamento o deverá chegar. Megan, uma das acusadas, matou a vítima por ciúmes, uma vez que ambas estavam envolvidas com um dos tutores do campo/grupo de integração a que todas pertenciam. Deste modo, os os destinos das três acusadas se encontra entrelaçado, todas decidem aceitar o acordo da procuradoria… sendo assim libertadas.

   Neste episódio também conhecemos o novo rival político de Peter. Ele era o líder dos advogados e juízes que liderou o painel de investigação sobre a acção a acção dos polícias. Propositadamente, ele usa o envolvimento de Alicia no painel (apesar desta posteriormente se ter recusado) para insinuar que Alicia lhe propôs adulterar os resultados do painel por forma a encobrir o procurador do estado, o próprio Peter.

   Alicia tem, de facto, perfil para cair na esparrela retórica do campo da política. Ela é, com certeza, uma mulher muito forte e determinada, tanto ao nível da sua vida pessoal como no trabalho. Contudo, ela assenta na perfeição como peça de xadrez no jogo político, uma vez que orienta a sua acção pela honestidade intelectual, enquanto na política se joga sob outras regras.

Que o diga Eli… que parecia estar no caminho de se voltar a entender com a sua ex-mulher (Veronica), mas que por causa do jogo políticos e dos infinitos interesses paralelos termina a ter que escolher entre a campanha de Veronica e a de Peter. O apoio do partido democrático só virá se Eli abandonar a campanha de Veronica. Se o caminho foi tortuoso para Eli neste episódio, foi bom ver a personagem a voltar a ter algum destaque e impacto na série pela positiva.

No meio de tanta intriga, resta-nos falar de outro gigante adormecido na série – Peter. Chegou a altura de decidir se vai ou não concorrer para governador. Ele hesita porque, pela primeira vez está a gostar de dirigir a procuradoria de uma forma «justa e limpa». Alicia instigada pela difamação de que tem sido alvo pelo oponente de Peter, que procura a todo o custo que este não concorra… decide apoiar publicamente Peter.

Contudo, o rival de Peter avisou, de que Alicia não iria sair imune desta campanha!

ps: Quanto tempo é mesmo seis meses?! Tenho saudades de ver a personagem do Will mais interventiva na história. O mesmo se passa com o Cary, mas esse, como já vamos sabendo, prepara-se para voltar para a Lockhart & Gardner.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s