Grey’s Anatomy – S08E19 “Support System”

Redes de apoio, tal como o título do episódio indica, todo o episódio gira em torno deste conceito. Não que associemos Grey’s ao individualismo… pelo contrário, a solidariedade entre os pupilos da «nazi» foi uma das primeiras coisa que nos fizeram gostar da série. Contudo, é nos momentos de crise que a solidariedade, mesmo que latente, se torna mais importante.

O pico dramático da semana continuou a centrar-se no atribulado momento o casamento de Owen e Cristina vive. Já tinha dito na semana passada (o blogue mesmo devagarinho e a recuperar o ritmo em muitas frentes, já tem uma semana e 20 posts publicados😀 ) não vejo grande solução para aquele casamento: eles querem coisas muito diferentes e não se, se podia encontra duas pessoas com maiores problemas de comunicação. Mas, é também por isso que são o meu casal preferido em Grey’s.

Cristina pede a Owen que lhe descreva detalhadamente a relação de uma noite que teve. Relutantemente Owen vai contando a Cristina como se envolveu com a mulher no bar. A Cristina vai passando de um estado racional – de quem enfrenta um tratamento médico complicado, mas que visa um bem maior – a picos emocionais extremados (tanto ri, como chora…). Mas, seria esta uma mera curiosidade mórbida, ou estaria ela à procura juntamente com Hunt da essência das suas acções?! A Cristina é uma mulher inteligente, com certeza saberia que mais cedo ou mais tarde a história do aborto e da crise que se seguiu viria à tona… mas, não consigo acreditar que este foi o caminho que ela escolheu trilhar rumo à sua separação.

Honestamente, acredito quem ninguém entra num problema passivamente, todos contribuímos de igual forma para as situações em que nos vemos envolvidos. Contudo, parece-me estranho aceitar a ideia de que o facto dela ter feito um aborto contra a vontade de Owen, possa ser usado como argumento que justifique uma traição. Se têm perspectivas de futuro diferentes, podem sempre separar-se, trair é mais uma opção… não algo para que se é empurrado.

Pelo hospital, com a ausência de Hunt é Mark que assume a liderança do serviço de cirurgia. Claro que Sloan aproveita a sua chance para brilhar e mostrar o seu potencial como líder… e não é que tem jeito. Entre colegas desconfiados e que não lhe conferem grande credibilidade, ele la organiza uma reunião matinal com toda a sorte de alimentos, propõe-se almoçar informalmente com quem quiser reunir com ele e desafia Derek a encontrar uma solução para que um procedimento que não deve ser adiado, tenha menos probabilidades de ter complicações respiratórias. A princípio Derek não aceita bem o desafio, mas no final acaba por reconhecer que Sloan se portou à altura de um verdadeiro líder, ou seja, desafiou-o e fê.lo sair da sua zona de conforto.

Contudo, no que concerne a um paciente do Chief e de Bailey, que deveria receber um transplante. Sloan tem um posicionamento mais conservador, com o qual a equipa não concorda. Decidem, a la Grey’s, agir nas suas  costas. Quando Sloan descobre e se precipita sobre o Chief, este explica-lhe um dia ele poderá ser um bom chefe de cirurgia mas tem que encontrar o equilíbrio entre o ideal e a realidade e aí, nesse ponto, fazer concessões quando necessário. A velha história do equilíbrio que vem com a experiência, acho eu! Mas mesmo nesta situação, Sloan portou-se à altura e soube reconhecer que estava errado, ao afastar-se simplesmente.

Quem continua a confinada a um papel menor na série é Bailey, que juntamente com Callie e Arizona devem organizar uma noite especial para Teddy. A Bailey da há uns tempos não hesitaria em ser solidária para com Teddy, mas tivémos que assistir à sua tentativa de escapar à missão para passar uma noite livre com o companheiro. Não digo que não seja um motivo mais do que razoável, mas cada vez mais acho que estes dilemas sem sentido só aparecem na história para dar minutos no ar ao triste do companheiro de Bailey (não trato pelo nome para realçar o papel menor que ele tem na série). Se a ideia é mostrar a importância das redes de apoio, estas não existem sem sacrifício… a própria Teddy ficaria bastante magoada se se apercebesse de que todas naquela reunião estivessem a fazê-lo apenas por pena (para mim, esse não é um sentimento muito amigável).

Por fim, temos os residentes e a aproximação do seu exame final de residência. Quando a missão que se aproxima é exigente, nada como a adopção de medidas extremas. E assim Karev, Kepner, Avery e também Meredith (que indirectamente pensa ajudar Cristina)a pedirem a Lexie que memorize dezenas de processos de pacientes para que esta possa questioná-los sobre casos reais. A moça rapidamente fica esgotada e Meredith e nome da solidariedade do grupo decide ajudar todos a estudar para os exames, até porque ela já «incorporou» o método da Torres. No final do episódio somos confrontados com uma Cristina pós-separação, ainda que os outros não saibam, que se junta ao grupo e que se volta a focar nela própria até como meio de superação da crise.

Mais do que um ou outro episódio, estou ansiosa que cheguem os benditos testes?! A quem correrá mal? Quem reprova? Quem não consegue o lugar no corpo clínico do hospital (attending)?!

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