Scandal – S01E02 “Dirty Little Secrets”

Quase sempre espero pelo segundo episódio de uma nova série para me pronunciar mais longamente sobre o enredo que a envolve. Este é o episódio em que já sabemos o nome dos protagonistas e começamos a ver como se chamam as outras personagens. Neste exercício, começamos também a notar pequenos detalhes que os actores usam na construção de uma personagem. Em Scandal aconteceu mais ou menos a mesma coisa, tivemos uma Olivia Pope uma pouco mais contida no seu papel de heroína resolve tudo, dando espaço para a importância do trabalho de equipa. Ainda a acho um pouco irritante pelo facto de ser tão maravilhosa e eficaz… mas penso que mais uns dois ou três episódios e a personagem estará ainda melhor construída. Há sempre um hiato entre o que a criadora escreve no guião e o toque pessoal da actriz que desempenha um dado papel… e, diga-se de passagem a Kerry Washington até é boa actriz.

Mas voltemos ao mais novo cliente da Pope & Associates, uma colunável madame da sociedade de Washington, que paralelamente  é uma das mais antigas e reputadas meretrizes da cidade. Assim, no início do episódio encontramos Abby e Huck  a limpar a casa da cliente antes que a polícia chegue para revistar a propriedade. Em causa está a sua lista de clientes, que contém um conjunto de nomes eminentes na cena social e política de Washington. A longo do episódio Olivia e os seus parceiros apercebem-se que eles estão a defender muito mais do que os simples interesses da sua cliente. A divulgação da lista afectaria muita gente e aqui estes encontram a sua principal vantagem para que o caso do promotor público não ganhe pernas para seguir em frente.

Paralelamente, assistimos ao desenvolvimento do caso Amanda Tanner. A  Quinn fica encarregue de vigiar a Tanner no hospital, isto porque um jornalista aparece no hospital a fazer perguntas. Contudo, a Quinn – qual O’Malley de Grey’s – perde a paciente enquanto falava ao telefone com Olivia. Segue-se a visita a casa desta e o poder persuasivo de Olivia para que Tanner aceite os seus serviços a evitar que a notícia vaze para os media.

Mais para o final do episódio, o dito jornalista visita a Pope & Associates e  aí encontra a Quinn, a Olivia e a Tanner juntas. Aquele que era até então um rumor ou um instinto (gut) passa a a ser a certeza de que algo ligado à Casa Branca se passa e que estão a tentar silenciar uma possível história bombástica.

E, nesta relação meio estranha que Olivia tem com a Casa Branca – moradores e staff incluídos  vamos assistindo ao adensar dramático do triângulo entre a Olivia, o presidente Grant e a sua esposa. Se a primeira-dama confia cegamente na Olivia, o marido parece um cão abandonado com o gelo que a Olivia lhe oferece. Confesso que os sentimentos deste face a Olivia parecem ainda um pouco difíceis de engolir… Para mim, para se ser presidente dos EUA é necessário ter-se uma personalidade um pouco narcisistíca e isso não sei porquê não liga muito bem com um amor abnegado e encapotado. Ainda assim, este lá confessa a Beene, entre copos,  o sentimento profundo que nutre por Olivia.

Por último de salientar que gosto bastante do actor que dá vida à personagem de Cyrus Beene! Jeff Perry já fez de pai da Meredith em Grey’s e ainda muitos outros pequenos papeis em várias séries… faltava vê-lo com um papel escrito e pensado para si, como acredito que a Shonda o fez.

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