Fringe – S04E01 “Neither Here Nor There”

   E com uns meses de atraso, aqui começa a minha aventura pela quarta temporada de Fringe! Os meses de atraso já me permitiram ir lendo algumas notícias a propósito da renovação da série, que vaticinam que a esta quarta temporada não se encontra ao mesmo nível das anteriores. Sinceramente, isso ainda aguça mais a minha vontade de ver esta temporada e formar a minha opinião. Até porque todos comparam esta temporada com a anterior, como sinónimo da excelência em Fringe. Enquanto que para mim, a melhor temporada da série até hoje foi a segunda, ainda que muitos considerem que tenha sido uma temporada de transição e evolução do enredo. Se esta cumprir o mesmo propósito com o mesmo nível de qualidade, está mais do que bom, não é?!

Iniciei logo o post por colocar o screenshot do Agent Lee, até porque para mim este episódio serviu essencialmente para introduzir esta nova personagem, pelo menos nova neste lado do universo. O Agent Lee do outro lado foi uma das minhas personagens preferidas da terceira temporada. Em poucos episódios conseguiu enraizar um conjunto de traços de personalidade que nos ajudam a ter esperança que desta aliança com o outro lado algo de positivo pode advir.

De resto, o episódio introduz-nos a uma espécie de transmorfos biológicos. Apeteciam-me escrever transmorfos biodegradáveis, uma vez que eles precisam de andar por aí a sugar umas quantas substâncias biológicas para se manterem «vivos». Estes acontecimentos conduzem à primeira colaboração de facto entre os dois mundos… ainda que se mantenha a velha máxima «confiar, desconfiando»! No início do episódio assistimos a um «confronto» entre as duas Olivias enquanto trocam caixas com processos de ambos os lados, aproveitando a ocasião para lançarem algumas picardias entre ambas. Isto denota aquilo que já seria expectável, ou seja, que a aliança entre os dois lados do universo é instável. Até porque agora Peter não passa de uma memória de um rapaz que foi raptado por Walter, mas que morreu ainda criança no lago. Isso significará que a outra Olivia nunca teve um filho com o Peter, certo?!

Foi um pouco estranho ver o dia-a-dia das personagens sem o Peter. No fundo, ele é o parceiro de Olivia, o guardião de Walter e ainda contribui decisivamente para o desenrolar das investigações, quer traduzindo os devaneios de Walter, quer com os próprios conhecimentos. Desta feita, conhecemos um Walter mais alheado que nunca e uma Astrid mais activa entre o laboratório e o trabalho de campo. Não que a Astrid não mereça mais destaque na série, porque merece… mas foi estranha a ausência física do Peter.

Física, porque apesar de apagado da nova linha temporal, ele continua «vivo». O que é isso de estar vivo ou morto em Fringe?! E Walter vê-o primeiro num espelho, depois num ecrã de televisão. Contudo, não o reconhece. Cabe ao Observador consertar a nova linha do tempo e eliminar Peter de vez… mas, se em 1985 não resistiu a salvá-lo do lago, também agora não foi capaz de eliminar esta espécie de vestígios de Peter. As consequências desta decisão, uma vez mais, vão ser decisivas para o equilíbrio dos dois lados.

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