Fringe – balanço 3.ª temporada

A terceira temporada de Fringe começou, na minha opinião, meio tremida e foi ganhando um ritmo e suspense ao nível do que a série nos tinha habituado. No ano passado tinha começado a assistir à terceira temporada, mas ao segundo ou terceiro episódio tinha desistido e fui pondo a série um pouco de lado. Tal como há pouco tempo iniciei o projecto deste blogue, que já há algum tempo andava a adiar, da mesma forma decidi retomar os laços com uma das minhas séries preferidas.

Pá, no fundo quase todas as séries que procurarei comentar aqui no blogue figurarão entre as minhas favoritas… se não, não via… não é?! Ainda que admita que algumas séries continue a acompanhar pela força do hábito e porque, ao final de algum tempo as personagens de uma série acompanha-nos, tornam-se familiares e soa a algo estranho não saber o que se passa!!!

Mas, voltando à terceira de Fringe… que dizer?! falar de uma temporada inteira é necessariamente diferente de realçar o melhor de cada episódio.Convém salientar os pontos altos, o que mais gostamos e quais as principais expectativas para o desenvolvimento da série. Pretendo, de seguida, iniciar o visionamento da 4.ª temporada, sendo que não faço ideia do rumo da série….

Ainda assim, começamos esta terceira temporada com a troca das Olivias e se os sentimentos que a outra Olivia desenvolveu pelo Peter foi um desenvolvimento mais ou menos óbvio. E quando vemos o Fringe não queremos assistir ao óbvio! O facto do Walternativo ter «tentado» manipular as memórias da «nossa» Olívia pareceu-me uma linha de acção bem mais interessante. E, meio inesperadamente em Fringe, são os sentimentos pelo Peter, que abrem as primeiras brechas neste plano. E, assim, mais cedo do que eu suporia a troca das Olívias foi desfeita… sem que desta resultasse uma grande vantagem para qualquer dos lados na guerra entre os dois universos paralelos.

Esta foi a temporada em que Walter enfrentou os dilemas morais e éticos das suas acções no passado, muito à custa das consequências físicas que as suas acções estão a ter no equilíbrio e sobrevivência de ambos os universos. E assim, temos um Walter mais preocupado com as consequências das suas invenções, ainda que muitas vezes deseje ir mais além para poder ajudar o Peter…. Temos um Walter que assenta mais a sua acção no trabalho de equipa e que chega mesmo a pedir ajuda a Deus. Pelo meio, ainda tenta«ressuscitar» a alma do seu amigo Alexander Bell…. já para não falar que temos um Walter dono da Massive Dynamic!

Essa foi uma das minhas decepções da temporada, penso que foi um pouco mal aproveitado esse lado. Walter acaba apenas por usar os recursos da MD e este é um meio de dar continuidade à personagem da Nina. A Nina é uma das personagens que mais me intriga e por isso uma das minhas preferidas. Ainda que tenha que admitir que esta não foi uma das melhores temporadas para esta personagem, em termos do seu impacto na história.

Uma novidade, especialmente na primeira metade da temporada, foi o intercalar de episódios acerca de cada um dos universos. Os casos que seleccionaram para a Fringe Division do outro lado resolver soaram, na maior parte dos casos, como uma boa lufada de ar fresco face ao pendor mais pesado e introspectivo que a série ganhava neste lado.

E, neste seguimento, posso destacar aquilo que menos gostei na série… ou seja, a história mal arrematadinha dos transmorofos. De repente assumiram um grande destaque na história, como se a missão deles fosse fundamental para a luta entre universos, para dois ou três episódios depois terminar com o Peter a matá-los clandestinamente!!!! Make no sense at all, even for Fringe!

O próprio enredo final da temporada surgiu de uma forma um pouco apressada depois de episódios interessantes que nos transportaram para a infância do Peter e da Olívia e ainda outro, que nos levou até aos medos e angústias que vivem no subconsciente da Olívia. E assim, de um momento para o outro, chegamos ao embate final  entre os dois universos com o Walternativo a ligar a máquina criadora/destruidora do seu lado. Outra coisa que não faz muito sentido, é o facto dele ter tido o trabalho de acelerar a gravidez da sua Olívia para poder isolar metade do ADN do Peter… quando ele, como pai, também partilha metade do código genético com o filho.

Ao ligar a máquina, esta desencadeia uma série de catástrofes naturais, que segundo a hipótese do Walternativo irá destruir este mundo e restabelecer o equilíbrio no seu lado do universo. Aproveitando assim para se vingar do Walter e do Peter, ou seja, juntando o útil ao agradável!

Do nosso lado, Walter sente-se impotente para impedir essas séries de eventos e evitar que Peter entre na máquina… o que acaba por acontecer! Uma viagem ao futuro e umas quantas experiências depois, o Peter apercebe-se da verdade universal de que a guerra e a destruição apenas provocam mais guerra e destruição, neste caso a destruição de um universo implica necessariamente a destruição do outro. Assim, espera-nos uma quarta temporada na qual todos deverão aprender a cooperar para poderem restabelecer a harmonia em ambos os universos! Com Fringe já aprendi, não adianta fazer muitos filmes de como a história irá evoluir até porque arriscamos a falhar por muito!

Assim, só me resta deixar o meu screenshot que resume a temporada:  acção vs. consequência vs. redenção

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