Criminal Minds S07E19 – “Heathridge Manor”

“Cada um de nós é o seu próprio diabo, e fazemos deste mundo o nosso inferno”    Oscar Wilde

Há já algum tempo que ver um novo episódio das Mentes Criminosas é mais uma obrigação, de quem viu todos os episódios, que um prazer! Sinceramente, acho que a série está um pouco perdida… a maior parte das personagens perdeu um pouco o rumo e à excepção de um outro episódio onde um ou outro membro da equipa é chamado a ter mais protagonismo é como se fossemos avançando de caso em caso, sem fazer caso do que ficou para trás. Os próprios casos da semana têm vindo a perder um pouco do seu brilho…

Estes comentários são um tanto injustos quando pensamos que, se calhar, este cansaço fica a dever-se a uma socialização a que os fãs foram sendo sujeitos ao longo das diferentes temporadas… não fazendo mais sentido, perder tanto tempo no episódio nos elementos básicos da construção de perfis. Na verdade, todos nós mal começa o episódio começamos imediatamente a traçar o perfil do unsub. Também não é menos verdade que se um fã das mentes Criminosas se queixa do declínio da série é porque esta, ao longo de anos e anos, nos habituou a um nível bastante elevado.

Que dizer deste episódio…

Este começa com a equipa a ser chamada a intervir logo aquando da descoberta do corpo de uma mulher de 38 anos num asilo psiquiátrico abandonado.O corpo encontra-se vestido com roupas que lembram o período da renascença inglesa de Shakespeare… e, de facto, todo o episódio gira em torno, da peça The Merry Wives of Windsor do poeta e dramaturgo britânico.

Pronto, como estamos a falar das Mentes Criminosas dos últimos tempos, teremos que dar uns toquezinhos de culto satânico, de caça às bruxas e de símbolos relacionados com o diabo e a assim sim, juntamos todos os elementos da caldeirada da semana.

Quase que assumimos quando vemos um episódio das Mentes Criminosas que a maior parte dos unsub sofre de algum tipo de doença mental e que se encontra num estado alucinatório face à realidade. Contudo, este episódio é particularmente marcante a esse nível… começamos com a mãe das crianças que num delírio corta o braço à própria filha e incendeia o hospital. Passamos, de seguida, para o delírio do filho mais velho e da sua caça para a selecção das inocentes e das amantes do diabo, sendo que o desfecho deste veredicto nada tinha a ver com o o destino traçado das vítimas.

   Por fim, temos a irmã mais nova… vítima ou cúmplice?! No fundo, todos sabemos a resposta ainda que façamos continuamente a pergunta. O desfasamento face à realidade conhece nesta personagem o seu lado mais pernicioso. O dinheiro protege-a de ir parar ao sistema de adopção e acolhimento de menores… mas não lhe devolve uma visão sã do mundo. Mas será que tal coisa existe? Qual a nossa legitimidade de decidir sobre o que é real e o que não é?

“Tudo o que vemos ou parecemos, não é mais do que um sonho dentro de outro sonho ”   Edgar Allen Poe

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